Venda a Frotista será o fiel da balança em 2021

A disposição das locadoras em comprar veículos e a das montadoras em vende-los será, na análise de Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil, o fiel da balança do mercado brasileiro em 2021.

São Paulo – A disposição das locadoras em comprar veículos e a das montadoras em vende-los será, na análise de Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil, o fiel da balança do mercado brasileiro em 2021. O executivo forneceu na quarta-feira, 28, durante o lançamento do novo Nissan Versa, números um pouco mais positivos do que aqueles projetados para a edição Perspectivas 2021 da revista AutoData: agora, acredita que em 2021 os brasileiros poderão consumir de 2,4 milhões a 2,5 milhões de veículos.

Essa alteração, segundo ele, foi feita após os últimos movimentos das locadoras. “Elas têm comprado bastante, movimentado muito volume e sinalizado positivamente para o futuro. A demanda tradicional, do consumidor, não mudou”.

Esse apetite maior das locadoras têm algumas justificativas. As assinaturas de automóveis, modalidade que vem ganhando força na pandemia, foram citadas como um dos pontos positivos para o setor – os consumidores estão optando por alugar em vez de comprar carro, por diversas razões.

Até porque o preço dos carros têm subido nos últimos meses, decorrência do aumento de custos gerado pela desvalorização do real e dos sucessivos reajustes de matérias-primas – há, inclusive, falta de determinados produtos no mercado. “Podemos dizer que o aço é um importante ponto de preocupação: existe dificuldade de encontrar no mercado, e isso vale para nós e para os nossos fornecedores, e os preços dispararam”.

Para Silva, além do desempenho da economia, avanço das reformas e questões mais macro, o que definirá os volumes de mercado será a relação das locadoras com as montadoras. Hoje existe apetite de compra e disposição das montadoras em vender, mas o aumento de custo precisará ser repassado. Se houver desbalanço na equação, poderá haver uma mudança neste sentido.

Futuro. Renault e Nissan, em esferas superiores, discutem atualmente os próximos passos das operações locais dentro do planejamento líder-seguidor anunciado em maio. Ele prevê plataformas comuns e compartilhamento de fábricas – ou seja, modelos Nissan poderão ser produzidos em São José dos Pinhais, PR, e Renault em Resende, RJ.

Segundo Silva nas próximas semanas as diretorias se reunirão para discutir especificamente o futuro das empresas no Brasil. Só após uma definição serão anunciados os investimentos do próximo ciclo da Nissan, em discussão já há alguns meses.

De toda forma as novidades não pararão: após a chegada do Versa a Nissan já trabalha, aqui, no novo Kicks. O SUV receberá uma série de atualizações até o fim do ano fiscal atual, que se encerra em março.

A fábrica de Resende, atualmente, tem nas linhas apenas o Kicks e o V-Drive, porque o March deixou de ser fabricado. Opera, atualmente, em um turno, produzindo 31 veículos por hora – antes da pandemia trabalhava em dois turnos, ao ritmo de 40 unidades/hora.

Foto: Divulgação.

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